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História do Futebol
Vinte episódios que mudaram o futebol, explicados com os dados de cada momento, tabelas legíveis e uma atividade em cada artigo.
Artigos
- 1863: quando o futebol precisou de regras comuns — O futebol não nasceu de uma página em branco. O passo decisivo de 1863 foi transformar diferentes maneiras de jogar num código que os clubes pudessem partilhar.
- O 0-0 que abriu a história das seleções — Nem todos os jogos históricos precisam de golos. Em Glasgow, um empate ajudou a estabelecer uma nova forma de pertença: representar uma seleção nacional.
- Preston 1888/89: os primeiros Invincibles da liga — Ganhar uma taça exige sobreviver a eliminatórias. Ganhar uma liga exige repetir resultados. O primeiro campeonato da Football League deu ao futebol inglês uma nova medida de consistência.
- 1921-1971: a barreira imposta ao futebol feminino — A história do futebol feminino não é a história de uma descoberta recente. É também a história de oportunidades retiradas e de quem continuou a jogar apesar delas.
- 1930: um Mundial inteiro numa só cidade — Hoje associamos um Mundial a grandes deslocações entre cidades. A primeira edição masculina teve outra escala: treze seleções e três estádios, todos em Montevideu.
- 1950: o Maracanazo não foi uma final convencional — O Uruguaí venceu o Brasil no jogo decisivo de 1950. Mas, para entender a dimensão da reviravolta, é preciso olhar para a classificação que existia antes do pontapé de saída.
- 1954: porque é que um 8-3 não decidiu o campeão — Duas equipas podem encontrar-se duas vezes no mesmo torneio e contar histórias completamente diferentes. A Hungria e a Alemanha Ocidental mostraram-no no Mundial de 1954.
- Real Madrid: cinco finais para construir uma dinastia — Antes de a Liga dos Campeões ganhar esse nome, o Real Madrid venceu as cinco primeiras edições da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Cada final acrescentou uma página diferente à sequência.
- Santos: a Libertadores antes das finais únicas — A história de uma final depende também das regras usadas para a decidir. O Santos de 1962 e 1963 permite visitar uma Libertadores muito diferente da atual.
- Lisboa, 1967: a noite em que o Celtic mudou o mapa — Uma cidade portuguesa tornou-se parte da identidade de um clube escocês. Os Lisbon Lions recordam como um título europeu pode criar uma ligação duradoura entre lugares.
- Brasil 1970: talento também precisa de organização — Os nomes e os golos são inesquecíveis. Mas a campanha brasileira de 1970 torna-se ainda mais interessante quando a observamos como uma sequência de problemas resolvidos por uma equipa.
- Ajax 1971-73: o futebol total não era desordem — Trocar de posição pode parecer liberdade absoluta. Na prática, a liberdade de um jogador só ajuda a equipa quando os restantes conseguem interpretar o espaço que ele deixa.
- Panenka, 1976: uma decisão no centro da baliza — Um pontapé pode dar nome a uma técnica. Para perceber o de Antonín Panenka, é útil separar o gesto que ficou famoso do resultado e das regras da decisão.
- Porto 1987: o calcanhar e o caminho até Viena — Um gesto técnico pode resumir uma conquista na memória dos adeptos. A primeira Taça dos Campeões do FC Porto, porém, precisou de um percurso inteiro e de mais do que um golo.
- 1992: a regra que mudou o trabalho do guarda-redes — Uma pequena alteração no que o guarda-redes podia fazer com as mãos mudou o problema de toda a equipa. A bola continuava a poder recuar; a resposta é que deixava de ser a mesma.
- Bosman: contrato terminado não significa custo zero — Um processo judicial alterou a forma de pensar a mobilidade dos jogadores na Europa. Mas a expressão "a custo zero" continua a esconder uma distinção essencial entre transferência e contratação.
- Manchester United 1999: um triplete tem três histórias — Os minutos finais de Barcelona dominaram a memória de 1999. O triplete, no entanto, exigiu vencer três provas com formas muito diferentes de medir o sucesso.
- Porto 2003-04: duas taças europeias, duas campanhas — Entre Sevilha e Gelsenkirchen, o FC Porto conquistou duas competições europeias diferentes. Comparar as finais é uma forma de reconhecer a continuidade sem apagar os contrastes.
- Japão 2011: um título construído com duas respostas — A final de 2011 não foi apenas um desempate por grandes penalidades. Antes dele, o Japão teve de responder duas vezes à vantagem dos Estados Unidos.
- Leicester 2015/16: a surpresa que exigiu 38 jornadas — Uma surpresa não precisa de ser um acaso. O título do Leicester tornou-se extraordinário pelas expectativas que contrariou, mas foi conquistado através de uma época inteira de resultados.
Passaporte
- Passaporte da História — Um carimbo por atividade concluída