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Porto 2003-04: duas taças europeias, duas campanhas

Entre Sevilha e Gelsenkirchen, o FC Porto conquistou duas competições europeias diferentes. Comparar as finais é uma forma de reconhecer a continuidade sem apagar os contrastes.

2003–2004

Em 2003, o Porto venceu o Celtic por 3–2, após prolongamento, na final da Taça UEFA. Um ano depois, derrotou o Monaco por 3–0 na final da Liga dos Campeões. José Mourinho orientou a equipa nas duas conquistas. O intervalo curto entre os títulos torna tentador juntar tudo numa única narrativa, mas cada prova teve adversários, regras e momentos próprios. [1-2]

Na fase a eliminar da Liga dos Campeões de 2003/04, o Porto ultrapassou Manchester United, Lyon e Deportivo da Corunha antes da final. Os agregados foram 3–2, 4–2 e 1–0. Contra o Monaco, marcaram Carlos Alberto, Deco e Dmitri Alenichev. A margem de três golos na decisão não descreve, portanto, a dimensão de todas as eliminatórias anteriores. [2]

Esta diferença é útil para pensar a relação entre uma final e uma campanha. O último encontro funciona como a imagem de fecho, mas não é uma amostra neutra de tudo o que aconteceu antes. Uma equipa pode chegar ao troféu através de uma mistura de vitórias curtas, empates valiosos e uma decisão mais folgada. O percurso precisa da sua própria leitura.

Também importa usar os nomes históricos das provas. A competição de 2003 era a Taça UEFA, não a Liga dos Campeões nem ainda uma edição com o nome Liga Europa. Identificar corretamente a prova ajuda o leitor a situar o feito e evita perguntas de quiz ambíguas. A sucessão dos títulos tem valor precisamente por ligar dois palcos europeus diferentes.

Olhar para os dados

Fase de 2003/04AdversárioResultado do Porto
Oitavos de finalManchester United3-2 agregado
Quartos de finalLyon4-2 agregado
Meia-finalDeportivo da Corunha1-0 agregado
FinalMonaco3-0, jogo único

Liga dos Campeões 2003/04. A final da Taça UEFA de 2003 foi uma competição distinta. [1-2]

A tabela fixa uma unidade clara: agregados de duas mãos nas três primeiras linhas e resultado de jogo único na última. Essa distinção permite comparar margens sem confundir quantidades de partidas. A atividade proposta pede que o leitor reconstrua a ordem dos adversários; depois, os resultados ajudam a discutir por que razão a eliminatória com menos golos também pode ter sido decisiva para alcançar a final.

Fontes

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