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Japão 2011: um título construído com duas respostas
A final de 2011 não foi apenas um desempate por grandes penalidades. Antes dele, o Japão teve de responder duas vezes à vantagem dos Estados Unidos.
2011
O Japão conquistou o Mundial feminino de 2011 ao empatar por 2-2 com os Estados Unidos e vencer o desempate por grandes penalidades por 3-1. Tornou-se a primeira seleção asiática a ganhar um Mundial sénior da FIFA, masculino ou feminino. Antes da final, eliminara a Alemanha por 1-0 após prolongamento e a Suécia por 3-1. [1]
Na decisão, Alex Morgan marcou aos 69 minutos e Aya Miyama empatou aos 81. Já no prolongamento, Abby Wambach voltou a colocar os Estados Unidos em vantagem, aos 104, mas Homare Sawa respondeu aos 117. A segunda igualdade manteve o título em aberto e levou o encontro para as grandes penalidades. [1]
Uma cronologia deste tipo ajuda a evitar uma explicação demasiado curta. Dizer que o Japão "ganhou nos penáltis" identifica o mecanismo final, mas omite as duas recuperações que tornaram esse mecanismo possível. A história da partida tem várias condições necessárias: chegar ao empate no tempo regulamentar, voltar a empatar no prolongamento e, só depois, vencer o desempate.
Também é importante não transformar uma conquista num argumento sobre características fixas de um povo. Termos como disciplina ou coragem podem descrever ações observadas, mas não substituem o trabalho de uma equipa concreta. A melhor homenagem às jogadoras é reconhecer os seus nomes, os seus golos e o contexto competitivo, em vez de atribuir a vitória a um estereótipo nacional.
Olhar para os dados
| Minuto | Jogadora | Japão-EUA |
|---|---|---|
| 69 | Alex Morgan | 0-1 |
| 81 | Aya Miyama | 1-1 |
| 104 | Abby Wambach | 1-2 |
| 117 | Homare Sawa | 2-2 |
Final do Mundial feminino de 2011. Desempate posterior: Japão 3-1 EUA em grandes penalidades. [1]
A distinção entre o 2-2 do jogo e o 3-1 das grandes penalidades volta a ser essencial. Somar ambos produziria um marcador sem significado desportivo. O desempate é uma fase de decisão separada. Uma apresentação clara permite explorar o encontro sem criar esse erro e dá visibilidade a Miyama e Sawa como autoras das respostas japonesas antes da última etapa da final.